quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Estação No. - Mereço??

E hoje foi dia de stress, tomar bronca, ouvir sermão e ser o saco de pancada SEM MERECER.

Quem merecia mesmo nem estava lá.

Não falo nada.
Nem hoje, nem no próximo ensaio.

Absolutamente nada.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Estação No. - Trilho, Trilha

Pela primeira vez, ouvimos a trilha do espetáculo.
Editada, ordenada e inclusive com as partes que ainda não conhecemos.

Acho este momento curioso.
Um misto de ansiedade,
De frio no estômago,
Esclarecimentos,
De encaixar coisas soltas,
Pensar lá na frente,
Se encher de novas perguntas,
Rir de nervoso,
De auto-afirmação,
De querer continuar,
De ancorar sua confiança,
De querer se mostrar pronto pra uma batalha,
De sacudir a poeira e mexer no que acomodou,
De querer desistir e sair correndo,

Desejar ser parte disto e fazer acontecer.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Estação No. - A Lição

Quantas vezes nos esquecemos de manter a postura, o compromisso com a gente mesmo, nos deixando afogar pelos problemas e outras coisas que no fundo nem importam tanto assim, não é?

Hoje o cansaço me pegou. E reconheço que não fiz muito esforço contra ele. Me mantive o ensaio todo em pé, mas minha concentração não ficava ali.
Ia e voltava.
Ia... e mil anos depois voltava.
E eu só pensava em acabar.

E faltando pouco pro ensaio acabar,... o ensaio acabou ali mesmo.
E mais rápido que a alegria aliviante que eu obviamente ia sentir, veio a explicação. O Ne disse:

- Gente, vou acabar por aqui hoje, porque não está mais dando pra mim. Eu não estou mais conseguindo pensar. Estou virado da noite, não dormi fazendo trabalho.

Minha alegria estúpida não veio.
Me veio foi a vergonha.

Um tapa na cara.
Merecido e necessário.
E eu não vou mais esquecer disso.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estação No. - A Sua Dança

A sua dança não é oque você aprende numa aula.

A sua dança é o como você utiliza oque você aprendeu na aula.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Estação No. - A Palestra

Duas palestras no Iphan sobre a ferrovia.
Duas senhoras encantadoras, cada qual à sua maneira, explanando estudos e jogando luz sobre um assunto que mal conhecemos mas que facilmente tomamos como nosso, assim que ocorre um contato.

De tudo o que ouvi (e anotei) de Madalena Greco e Arisolete Weingartner, acho que consegui perceber o que era mais importante e não poderia esquecer.

O trem não está no passado.
A história da ferrovia não acabou quando ela deixou de operar.
Estações, trilhos, vagões, locomotivas, paisagens, chegadas e partidas; nada disso morreu.
Tudo isso, toda a memória está VIVA nas lembranças delas e de MILHARES de outras pessoas que escreveram suas próprias histórias de vida através do trem.

E ao mesmo tempo em que percebi a beleza que ali havia, percebi também o tamanho e o peso de uma responsabilidade que ia caber a mim. E senti medo.

Fiquei olhando cada pessoa na plateia, imaginando a história que estaria guardada atrás dos rostos. Um estranho medo de não agradar. Mas também uma nova fome de mais histórias, de mais vida para o meu fazer.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estação No. - Uma Velha História

Certa vez ouvi dizer uma coisa que nunca mais esqueci.

"Se você quer obter resultados diferentes, então precisa fazer diferente."

Sobre como cegos e automáticos, não fazemos outra coisa senão reclamar do destino, da vida, da sorte. Sem enxergar que apenas chegamos exatamente onde nossas decisões e atitudes nos levaram.

A culpa nunca é nossa.

Mas agora percebi que esta frase pode ter uma outra interpretação.
A de que 10, 20, 50 pessoas chegam ao mesmo resultado fazendo exatamente as mesmas coisas.

Mas quando este resultado não te satisfaz, quando na verdade, você deseja ir além dele, então você precisa fazer algo que ninguém está fazendo.
E abrir mão da facilidade de seguir na multidão para percorrer um caminho sozinho.

A velha história, de deixar o mais fácil e escolher sempre o caminho mais difícil.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Estação No. - O Complexo Ferroviário

Para saber um pouco mais sobre um dos 2 únicos complexos ferroviários tombados como patrimônio no Brasil.

http://g1.globo.com/videos/mato-grosso-do-sul/bom-dia-ms/t/edicoes/v/complexo-ferroviario-faz-parte-da-historia-de-ms/3563073/

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Estação No. - A Série

Hoje teve início uma série de reportagens feitas pela TV Morena sobre os 100 anos da chegada da ferrovia ao Mato Grosso do Sul (na verdade ainda Mato Grosso na época).
E não apenas isso.
Como os primeiros imigrantes japoneses vieram para a construção da ferrovia, a reportagem trata também dos 100 anos da imigração japonesa no estado.

Para mim, um sentimento que vem em dobro.
Nos próximos dias estarei postando todas as matérias desta série.

Então, aqui está a primeira:

http://g1.globo.com/videos/mato-grosso-do-sul/bom-dia-ms/t/edicoes/v/vinda-dos-imigrantes-japoneses-para-ms-completa-100-anos-em-2014/3558189/

quinta-feira, 24 de julho de 2014

domingo, 6 de julho de 2014

Estação No. 21 - What's On Your Mind?

Tenho pensado bastante em simplicidade.
Tenho imaginado muito a vida em um período sem nada do que temos hoje.
Tenho me interessado por ela.

E sem querer, cheguei neste vídeo que, segundo o site Hypeness, mostra como a felicidade é "editada" para as redes sociais e não é real.


O site ainda diz: "Uma das características mais notáveis é que a felicidade alheia aparenta ser mil vezes maior do que a sua, seja com posts sobre o relacionamento perfeito ou com milhares de fotos mostrando apenas o lado bom da vida. (...) Essa sensação de que você é menor do que os outros é o fato preocupante, visto que ninguém deve se sentir desconfortável com o que tem, seja seu corpo, seu prato de comida ou sua viagem pra uma praia nada paradisíaca."

Todos nós, em maior ou menor grau, fazemos isso.

E então decidi não ligar tanto para números e nem pros "acontecimentos" das vidas virtuais. E que em vez de editar a felicidade, vou editar é minha própria vida... E pra rede nenhuma. Só pra mim mesmo.


Simples. Minha vida é muito curta pra eu ficar dando toda essa importância pra internet.




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Estação No. 20 - Vivenciar

E eis que você precisa deixar de existir.

Um pensamento que ao primeiro contato, assusta. Ainda que também possa ser motivador.
Dúvidas ... ... Como fazer isto?...
Medos... ...  Onde vou chegar com isto? ...
Inseguranças... ... Sou capaz?...

Construir uma nova vida, totalmente diferente da sua. Uma vida que você não viveu.
Impossível fazê-lo apenas e totalmente dentro da sua cabeça.
Assim como é impossível esperar 5, 10, 30 anos para poder viver tudo realmente.

Estas duas impossibilidades são na verdade uma balança que precisa ser equilibrada.
Entender que é preciso assumir pequenas vivências desta nova vida. Realizá-las. Por menores que possam parecer, elas são importantes. E somadas, poderão servir como base para imaginar outras situações, outras histórias maiores desta vida.

Isto é fundamental quando se quer transmitir com verdade.

A cada tentativa de equilibrar a balança, você faz crescer a vida. E amadurecer.
E quando o equilíbrio for atingido, você não será mais você.
Terá conseguido.
Enfim, terá deixado de existir.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estação No. 19 - O Que Já Disseram Sobre Saudade

Algumas frases que já disseram sobre saudade.

"O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..." - Mário Quintana

"Saudade é melhor do que caminhar vazio." -  Peninha

"A saudade pelos vivos é dor suave." - Camilo Castelo Branco

"Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só." - Amyr Klink

"Saudade tem rosto, nome e sobrenome. Saudade tem cheiro, tem gosto. Saudade é a vontade que não passa. É a ausência que incomoda. Saudade é a prova de que tudo valeu a pena..." - Lu Oliveira

"A saudade é a nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar." - Rubem Alves

"Na distância é que se conhece a profundidade do vínculo." - Osmar Kayan

"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos." - Bob Marley

"... Saudade é amar um passado que ainda não passou. É recusar um presente que nos machuca. É não ver o futuro que nos convida... " - Pablo Neruda


terça-feira, 1 de julho de 2014

Estação No. 18 - Meio Cheio, Meio Vazio

Aquele famoso copo.
Metade cheio, metade vazio.

Percebi que é ele quem eu devo ser.
Que meu corpo precisa ter conteúdo para conseguir realizar oque lhe cabe, mas também precisa ter espaço para receber aquilo que lhe é novo, aquilo que ele desconhece mas precisa aprender.
Ninguém coloca nada em um copo que está sempre cheio.

Como é difícil ser copo...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

domingo, 29 de junho de 2014

Estação No. 16 - Ctrl+C Ctrl+V

Entrevista do pesquisador Paulo Roberto Cimó Queiroz para o site TopMídia News.
A matéria é de Renan Gonzaga.
Copiei toda a entrevista para deixar aqui, por medo que a página saia do ar daqui algum tempo e ela se perca.

O link para a página está aqui.


TopMídia News - Quem foi o engenheiro que alterou o curso da ferrovia que passa por Mato Grosso do Sul?
Paulo Queiroz - Quando a linha começou a ser construída em Bauru, a estrada que ia para Cuiabá, depois de 100 quilômetros, teve seu traçado mudado. Resolveram fazer de Bauru para Corumbá e então tiveram que fazer um novo estudo da rota, aí que contrataram o Emílio Schnoor para fazer o levantamento para esse novo traçado. Foi montada comissão com ele, vários outros engenheiros, geólogos e eles por fim eles vieram a pé percorrendo o mato até chegar em Corumbá, para saber onde seria o melhor lugar para a ferrovia passar. Então, ele é o responsável pelo estudo e pela definição.

TopMídia News - Porque resolveram mudar, ao invés de ir para Cuiabá foram para Corumbá?
Paulo Queiroz - A conclusão que eu cheguei é que foi uma questão política, interesse do Governo Federal. Aqui era fronteira e Cuiabá era uma capital que não representava um problema para o Brasil, mas a fronteira sim. Era considerada problemática porque já tinha sido invadida no tempo da Guerra do Paraguai. Então o acesso que tinha do Rio de Janeiro para Mato Grosso era pelo rio. Passava pelo Rio da Prata, entrava em Buenos Aires e pelo Paraguai para chegar em Corumbá. Se houvesse outro conflito, por exemplo, entre o Brasil e a Argentina, eles iam trancar o rio lá em baixo e o nosso país não teria mais contato com Mato Grosso. Então era uma ferrovia estratégica no sentido político e militar, para garantir um acesso que não dependia de passar por países estrangeiros para ter controle.

TopMídia News - Então a intenção já existia antes?
Paulo Queiroz - A impressão que me deu depois que eu comecei a pesquisa é que eles já tinha essa intenção de vir para o sul do Mato Grosso, para garantir esse contato, e por uma questão de bom relacionamento entre o Presidente da República e o Governador do Estado de Mato Grosso. Eu considero que foi um momento bom da relação entre os governos, para valorizar o estado. Mas logo depois com a mudança de governantes, mudou também o presidente da república e aí prevaleceu aquela orientação que era o que eles queriam mesmo, que a ferrovia passasse aqui no sul para resolver essa questão da fronteira ser considerada problemática. Já tinha havido um caso de invasão e não poderia deixar acontecer outro.

TopMídia News - Quando a ferrovia veio para Mato Grosso do Sul houve resistência de alguma parte?
Paulo Queiroz - Não, mas é claro que na época, como a capital ficava no norte, os dirigentes do estado ficaram decepcionados e reclamaram. Eu nunca vi nada contra, mas eles reclamavam no sentido que Mato Grosso era grande, e sul estava recebendo uma ferrovia, a região noroeste também, que era Rondônia. Então eles foram muito contra no sentido de fazer reclamações, uma queixa, porque a capital do estado havia sido deixada de lado. Duas ferrovias passando pelo estado ao mesmo tempo e a capital sem nenhuma.

TopMídia News - A ferrovia contribuiu para a divisão do Estado?
Paulo Queiroz - Certamente. Porque no final do século 19 até o começo do século 20 a ferrovia era mesmo o maior símbolo de modernidade, de progresso e de civilização. Então uma região que contava com a ferrovia era considerada civilizada e superior. E quando ela chegou ao sul de Mato Grosso e não chegou na capital, que era Cuiabá, permitiu que as lideranças do sul pudessem “bater no peito” e dizer que o progresso estava conosco, que nós eramos os civilizados. A ferrovia permitiu que as lideranças do sul, principalmente Campo Grande, se beneficiassem.

TopMídia News - Campo Grande cresceu mais que as outras cidades em termos de tempo?
Paulo Queiroz - Sim, Campo Grande deu um salto com a chegada da ferrovia. Uma boa parte dos efeitos positivos da estrada ficaram concentrados em Campo Grande.

TopMídia News - Com suas pesquisas feitas que terminaram em dois livros lançados, o que o senhor descobriu que hoje não é descrito na história?
Paulo Queiroz - Talvez uma coisa que pode ser destacada foram as condições de trabalho muito difíceis. É fácil esquecer como isso foi feito, mas na época da construção houve uma perda muito grande de vidas e trabalhadores. Quando se fala em dificuldades de construção e conflitos com índios, as pessoas tendem a achar que tudo aconteceu do lado de Mato Grosso, mas na realidade foi do lado de São Paulo. Vinda de Bauru, logo depois a ferrovia entrava em um território indígena. Aquela região onde hoje é Birigui e Araçatuba foi de muitos conflitos com os índios, tanto que a construção chegou a ficar parada vários meses e chamaram o Rondon para ele tentar pacificar a situação com os índios e poder continuar a obra. Enquanto isso muita gente morreu, tanto do lado dos índios quanto do lado da ferrovia, até os engenheiros.

TopMídia News - E do lado de Mato Grosso do Sul?
Paulo Queiroz - Do lado de Mato Grosso do Sul não houve conflitos com índio. Ao contrário, houve casos dos Ternas ajudarem na construção, principalmente quando faltava trabalhador. No caso do pantanal, o trabalho era penoso porque eles construíram aterros sem máquinas. A ferrovia tem um aterro muito alto para poder ficar acima das enchentes, e quando aquilo foi construído, tiraram terra do lado para jogar ali e só tinham carrinho de mão e pá. Não tinha escavadeira e niveladoras porque era em 1908. Então foi um trabalho muito penoso, que muita gente morreu.

TopMídia News - O senhor possui dois livros lançados sobre a ferrovia. Qual é a diferença entre eles?
Paulo Queiroz - O primeiro foi publicado em 97 e segundo em 2004. No primeiro eu discuti só os motivos da mudança de Bauru para Corumbá, porque apressaram a construção que começou nas duas pontas, que eram Bauru e Porto Esperança. Quando o trem chegou aqui ele estava vindo de Porto Esperança, foi aqui em Campo Grande a estação de ligação, indo para Três Lagoas. Então foi tratado esse processo de mudança do traçado, porque decidiram depois de 30 anos do final da Guerra do Paraguai fazer a obra. No segundo livro eu tentei fazer uma análise do desempenho econômico e financeiro da estrada, o que ela deu de lucro e de prejuízo.

TopMídia News - Na época ela deu mais lucro ou prejuízo?
Paulo Queiroz - Na verdade começpu como uma empresa privada, mas em 1918 virou federal. O nosso trecho de Mato Grosso do Sul nunca foi privado, quando eles mudaram o traçado para Corumbá, eles separaram em duas partes que eram de Bauru até a divisa, e da divisa pra cá. E essa parte de cá desde o começo foi estatal, por isso ela não buscava o lucro apesar de haver a preocupação de não ser deficitária. Então, na maior parte do tempo ela praticamente empatou, e no final do período que eu estudei, que foi na década de 50, ela tinha um movimento bem grande, inclusive no Estado de Mato Grosso, que começou na década de 20 e 30. Em termos de balanço, ficou bastante equilibrado.

TopMídia News - O que levou o fim da ferrovia?
Paulo Queiroz - É um conjunto muito grande de fatores. Falam de uma teria de que as petroleiras com as indústria automobilísticas fizeram uma conspiração para prejudicar as ferrovias e favorecer o transporte auto-motor, mas isso não existe. O fato concreto é que o transporte rodoviário foi se desenvolvendo, o automóvel foi barateando e se tornando mais acessível. Muitas regiões que não eram atendidas pelas ferrovias poderiam ser atendidas facilmente pelos caminhões, então de uma maneira quase que “natural” os veículos foram ocupando o espaço que as ferrovias não tinham como suprir.


sábado, 28 de junho de 2014

Estação No. 15 - Indubrasil

Hoje, ganhei um presente muito especial.

Estar na estação Indubrasil. Fui a convite de pessoas com outros objetivos, mas caiu como uma luva pra mim.

E ainda que por poucas horas, foi como se o passado em parte se materializasse à minha volta. Fiquei encantado! Quantas histórias aquele lugar teria para me contar?
Não faço a mínima ideia.

E talvez o jeito, seja voltar lá para descobrir...

(ao som de How, da Regina Spektor)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Estação No. 14 - Acerto Na Mosca, SQÑ.

Visitando um amigo, tive duas surpresas.
A primeira, foi descobrir que ele escrevia. Uns textos, diversos assuntos presentes na vida de todos. Pensando um pouco, nada mais natural para alguém que gosta de ler. Mas sinceramente, eu nunca havia pensado nisto.

E a segunda, a que me surpreendeu mais: ele pega uma caneta, escreve e fim. Está pronto.

Meu Deus! Algo quase inimaginável para alguém que precisa de milhares de idas e vindas antes de chegar ao fim. Minha vida certamente seria muito mais complicada se rascunhos não existissem. Escrevo. Risco a metade e reescrevo. Risco de novo. E reescrevo de novo. E troco tudo de lugar. Puxando setas pra lá e pra cá, porque é mais fácil. E começo a colocar números pra ordenar parágrafos. Porque eles nunca estarão já na melhor ordem. E umas 50 palavras ganharão uns 3 sinônimos cada uma, para depois eu escolher o que usar.
Enfim, um caos...

Os posts aqui, que vocês leem em 1 ou 2 minutos... Sem imaginar o quanto de tempo levei pra escrever. 
Não sou desses que acerta de primeira. Aliás, várias vezes, nem de segunda, terceira, quarta... Não apenas em textos, em outras coisas também.

E pra quem acha que paciência é uma qualidade minha, sinto desapontar. Mas na verdade é uma necessidade!

(ao som de What Would You Say, do Tiago Iorc)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Estação No. 13 - ... E O Dia Da Tormenta

Uma típica quinta-feira.

Trabalhar.
Correr pro sapateado.
Voar pro estúdio.
Aula de contemporâneo.
Ensaiar.
Chegar vivo no fim do dia.
Sorrir sempre.

E no meio de tudo, comer quando der.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Estação No. 12 - A Noite Calma ...

"Ao cortar o então Estado de Mato Grosso, desbravando regiões pouco acessíveis no início do século XX, o antigo trem da Noroeste do Brasil foi, por muitas décadas, fator importante de integração regional."

Segue a leitura.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Estação No. 11 - Rumos Refeitos

O conhecimento em si, não tem valor nenhum.
Mas o uso que você faz do seu conhecimento, este sim é que tem valor.

Uso este pequeno ensinamento para marcar que hoje consegui alguns livros para ler. Livros que no momento não sei exatamente para que servirão, mas que mais à frente estou certo que farão diferença.

Mas sinto que ainda não estou no embalo que eu gostaria de estar... Ou deveria... Não sei. Apenas acho que poderia estar mais acelerado. 
Esta é uma daquelas horas em que se suprime os desejos para agir com a razão.
Devo estar ansioso. Melhor controlar isso e não tentar correr mais, pois talvez nem seja necessário (ainda!). Deixar as coisas correrem naturalmente, e aproveitar a calmaria. Ela vai se acabar aos poucos, com certeza.

Só isso. Calma!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estação No. 10 - Uhu, Brasil!

Fim de jogo!
Brasil, primeiro lugar no grupo.
Oque eu achei?

Nada!
Estava aqui entre textos e vídeos.

Daqui a pouco, hora de sair.
Pra comemorar?

Não, pra ensaiar...

Mas tudo bem!
Está tudo em seus devidos trilhos.

domingo, 22 de junho de 2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Estação No. 8 - Tem Dias....

Quando dá tudo errado, não por sua causa e você quer matar todo mundo:

Cumprir seu horário de trabalho, sair correndo para conseguir chegar antes de fechar, passar na PIOR xerox do mundo com o PIOR atendimento do universo, chegar no estabelecimento e encontrar ele FECHADO.

Porque você se atrasou?
NÃO!!
Porque ontem foi feriado e eles resolveram emendar!!
O MUNDO INTEIRO FUNCIONANDO E SÓ A #$%@$&)*?> DA REPARTIÇÃO PÚBLICA QUE NÃO.

Ah, vtnc!!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Estação No. 7 - Sem Folga

Ainda que não seja dia de ensaio, não quer dizer que não há nada a ser feito.
Aproveitar o tempo para se aprofundar no assunto é tão importante ou talvez mais até que o próprio ensaio.
Dia de estudar, pesquisar e refletir...

Tempo aliás, que se faz minha maior preocupação. 
Na escassez que enxergo, já entrei num acordo comigo mesmo: de aceitar trabalhar 7 dias por semana... Não por heroísmo, nem pra mostrar ou provar nada pra ninguém. Mas porque se não for assim, não ficarei em paz.
De não esperar por reconhecimento porque trata-se de interesses meus e vontade minha.

Simples assim. Estou apenas agindo de acordo com aquilo que acredito.
E oque eu acredito é que estudar é muito necessário para se dançar melhor.

(Ouvindo: Blue Prelude, da Nina Simone)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Estação No. 6 - Desordem

Desordem não é do meu agrado.
E acho que não é do agrado de ninguém levar balde de água fria, preparando-se para uma função e ter que desempenhar outra.

Mas acima de tudo, saber colocar-se no seu devido lugar e desempenhar seu papel. Lembrar que deve fazer o que for necessário.

Faço.
Insatisfeito, mas faço.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Estação No. 5 - A Saudade

No último sábado, começamos a trabalhar um sentimento-base, a saudade.

Justamente no sábado.
Uma coincidência que foi deveras perturbadora pra mim.
Não queria pensar no que havia acontecido. Tentei o tempo todo encontrar um outro caminho, mas não consegui. Acho que morri na praia...

Não quis usar o fato para trazer o sentimento, porque não estava achando isso correto. Além do que, é quase certo que eu perderia o controle se entrasse nele... Difícil segurar, mas não queria isso naquele dia.
Tudo estava muito confuso ainda. Preferi o contido ao descontrolado.

Lágrimas rolaram, mas não as minhas... Os motivos eu desconheço.
As minhas foram conscientemente represadas. Só achei que era melhor assim. Melhor pra mim. Melhor naquele momento.

Mas pude ver que temos em nós aquilo que é necessário. Que eu tenho em mim o que é preciso e que comecei a descobrir o que seria.
E pude então, me sentir bem. Pelo menos com isso.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Estação No. 4 - Adeus

Meu olhar ainda procura por você nos lugares em que você costumava estar. Minha cabeça ainda acha e meu coração ainda sente que você está aqui.
Mas minha razão logo me lembra o que aconteceu.
E maior que tristeza, sinto um vazio, um nada. Uma certa incompreensão da realidade, de que tudo se mostrará um engano, como se o aqui fosse irreal e eu fosse acordar, voltar pra onde tudo continua como sempre foi...

Mas isto não vai acontecer.
O fato é que eu perdi você.
E seguir uma vida em que tantas coisas que eram nossas já não existem mais tem sido incompleta.

Falta te ver de manhã antes de ir trabalhar.
E de noite antes de ir dormir.
Falta você se esfregando em mim.
Falta o afago que você queria sempre que eu chegava.
Falta você atrapalhando o caminho.
E assustando pessoas que passavam na rua.

Falta o meu sorriso ao te encontrar...
Falta você, meu amigo!
Meu amiguinho.
Já fazem cinco dias, mas só agora acho que tenho consciência e equilíbrio o suficiente pra falar sobre isso.

Você se foi na sexta-feira, no dia em que eu viajei e isso só aumenta o que sinto... Eu percebi que havia algo diferente naquela manhã mas não consegui enxergar de fato o que significava.
Tenho a certeza absoluta de que você sabia e fico me perguntando porque não fui capaz de ter esta mesma certeza... Me perdoe!

Passei estes últimos meses sabendo que este dia chegaria.
E quando retornei no sábado, foi um estranho misto de tristeza mas também de alívio.
Sua doença não tinha cura. Os remédios eram só pra diminuir seu desconforto.
E eu passei a te chamar de "meu anjo"... talvez numa alusão ao que estava por vir...

Meu anjinho, todos nós fizemos o melhor que pudemos e eu só espero que você tenha se sentido amado, especialmente neste período difícil que a vida te trouxe.

Eu ainda vou sentir muito sua falta. Mas sempre agradecendo por ter tido você na minha vida.
Adeus, Tevez.
Meu amigo, meu anjo, meu cão.

domingo, 1 de junho de 2014

Estação No. 3 - Estático

Fico pensando numa postagem que houve esta semana onde nosso diretor corporal já anuncia o espetáculo.

Confesso uma certa insegurança.

Mas assim como não é totalmente claro aquilo que está por vir (nunca é!) é perfeitamente nítido oque preciso fazer... Confiar e me comprometer.
Tenho que me comprometer muito mais com tudo. Me comprometer física e cenicamente com este trabalho.

Sei como dar o próximo passo.
Amanhã mesmo.

sábado, 31 de maio de 2014

Estação No. 2 - Explanações

Estranho ter uma dívida, sem existir a quem se deve.
Mas é isso mesmo.
Explicações precisam ser dadas... e não existe a quem devo explicar.

Não existe, agora. Não existe, ainda. Chegará uma hora em que existirá... Existirão! E quando isto acontecer, as razões já estarão postas e não será preciso que ninguém espere para servir-se delas.

Bem, este blog tem o propósito de ser um testemunho, um registro do processo de concepção do espetáculo "Tem Trem?".
Um desejo que na verdade começou a existir em um outro trabalho, anterior a este, e que não dei vazão dentre outros motivos, por não saber como fazer isso, por não entender claramente o que eu mesmo pretendia.

Desta vez, sinto que desejo, que preciso mostrar não apenas o resultado, mas também o caminho percorrido para chegar a ele.
Um caminho que fica oculto, desconhecido mas que tem tanto ou até mais a oferecer do que o próprio fim.

Desta vez, quero fazer diferente. Quero oferecer um pouco mais do que me cabe, do que me é exigido e do que é esperado de mim. Quero tentar fazer melhor.

Por enquanto, esta viagem que faço aqui, será solitária. Mas chegará o momento em que ela será anunciada e que a existência deste blog será revelada...
Vou percorrer muitas estações vazias e sem ninguém, até chegar àquela em que outros passageiros embarcarão.

Imaginando, pode parecer triste, mas não sinto isso. Sinto-me motivado.
Porque sozinho ou acompanhado, sol ou chuva, dia ou noite...

SE TEM TREM, EU VOU! ;)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Estação No. 1 - Partiu

Bom, aqui estamos.
Sem tumulto, sem cerimônias, sem alarde, ... sem ninguém.
Preparado?
Não sei.
Decidido?
Certamente.

Vontade...
A vontade.
Há vontade.
À vontade.
Ah! Vontade!

Enfim, minha...
E que concretizo aqui, nesta jornada que se inicia.
Sinto paz...
Tão leve, que não consigo me prender...
Estou sendo levado...
FUI !

(ao som de Diary Of An Angel, do Plastic Fields)