Duas palestras no Iphan sobre a ferrovia.
Duas senhoras encantadoras, cada qual à sua maneira, explanando estudos e jogando luz sobre um assunto que mal conhecemos mas que facilmente tomamos como nosso, assim que ocorre um contato.
De tudo o que ouvi (e anotei) de Madalena Greco e Arisolete Weingartner, acho que consegui perceber o que era mais importante e não poderia esquecer.
O trem não está no passado.
A história da ferrovia não acabou quando ela deixou de operar.
Estações, trilhos, vagões, locomotivas, paisagens, chegadas e partidas; nada disso morreu.
Tudo isso, toda a memória está VIVA nas lembranças delas e de MILHARES de outras pessoas que escreveram suas próprias histórias de vida através do trem.
E ao mesmo tempo em que percebi a beleza que ali havia, percebi também o tamanho e o peso de uma responsabilidade que ia caber a mim. E senti medo.
Fiquei olhando cada pessoa na plateia, imaginando a história que estaria guardada atrás dos rostos. Um estranho medo de não agradar. Mas também uma nova fome de mais histórias, de mais vida para o meu fazer.
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