Visitando um amigo, tive duas surpresas.
A primeira, foi descobrir que ele escrevia. Uns textos, diversos assuntos presentes na vida de todos. Pensando um pouco, nada mais natural para alguém que gosta de ler. Mas sinceramente, eu nunca havia pensado nisto.
E a segunda, a que me surpreendeu mais: ele pega uma caneta, escreve e fim. Está pronto.
Meu Deus! Algo quase inimaginável para alguém que precisa de milhares de idas e vindas antes de chegar ao fim. Minha vida certamente seria muito mais complicada se rascunhos não existissem. Escrevo. Risco a metade e reescrevo. Risco de novo. E reescrevo de novo. E troco tudo de lugar. Puxando setas pra lá e pra cá, porque é mais fácil. E começo a colocar números pra ordenar parágrafos. Porque eles nunca estarão já na melhor ordem. E umas 50 palavras ganharão uns 3 sinônimos cada uma, para depois eu escolher o que usar.
Enfim, um caos...
Os posts aqui, que vocês leem em 1 ou 2 minutos... Sem imaginar o quanto de tempo levei pra escrever.
Não sou desses que acerta de primeira. Aliás, várias vezes, nem de segunda, terceira, quarta... Não apenas em textos, em outras coisas também.
E pra quem acha que paciência é uma qualidade minha, sinto desapontar. Mas na verdade é uma necessidade!
(ao som de What Would You Say, do Tiago Iorc)
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