Meu olhar ainda procura por você nos lugares em que você costumava estar. Minha cabeça ainda acha e meu coração ainda sente que você está aqui.
Mas minha razão logo me lembra o que aconteceu.
E maior que tristeza, sinto um vazio, um nada. Uma certa incompreensão da realidade, de que tudo se mostrará um engano, como se o aqui fosse irreal e eu fosse acordar, voltar pra onde tudo continua como sempre foi...
Mas isto não vai acontecer.
O fato é que eu perdi você.
E seguir uma vida em que tantas coisas que eram nossas já não existem mais tem sido incompleta.
Falta te ver de manhã antes de ir trabalhar.
E de noite antes de ir dormir.
Falta você se esfregando em mim.
Falta o afago que você queria sempre que eu chegava.
Falta você atrapalhando o caminho.
E assustando pessoas que passavam na rua.
Falta o meu sorriso ao te encontrar...
Falta você, meu amigo!
Meu amiguinho.
Já fazem cinco dias, mas só agora acho que tenho consciência e equilíbrio o suficiente pra falar sobre isso.
Você se foi na sexta-feira, no dia em que eu viajei e isso só aumenta o que sinto... Eu percebi que havia algo diferente naquela manhã mas não consegui enxergar de fato o que significava.
Tenho a certeza absoluta de que você sabia e fico me perguntando porque não fui capaz de ter esta mesma certeza... Me perdoe!
Passei estes últimos meses sabendo que este dia chegaria.
E quando retornei no sábado, foi um estranho misto de tristeza mas também de alívio.
Sua doença não tinha cura. Os remédios eram só pra diminuir seu desconforto.
E eu passei a te chamar de "meu anjo"... talvez numa alusão ao que estava por vir...
Meu anjinho, todos nós fizemos o melhor que pudemos e eu só espero que você tenha se sentido amado, especialmente neste período difícil que a vida te trouxe.
Eu ainda vou sentir muito sua falta. Mas sempre agradecendo por ter tido você na minha vida.
Adeus, Tevez.
Meu amigo, meu anjo, meu cão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário