quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Estação No. - Mereço??

E hoje foi dia de stress, tomar bronca, ouvir sermão e ser o saco de pancada SEM MERECER.

Quem merecia mesmo nem estava lá.

Não falo nada.
Nem hoje, nem no próximo ensaio.

Absolutamente nada.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Estação No. - Trilho, Trilha

Pela primeira vez, ouvimos a trilha do espetáculo.
Editada, ordenada e inclusive com as partes que ainda não conhecemos.

Acho este momento curioso.
Um misto de ansiedade,
De frio no estômago,
Esclarecimentos,
De encaixar coisas soltas,
Pensar lá na frente,
Se encher de novas perguntas,
Rir de nervoso,
De auto-afirmação,
De querer continuar,
De ancorar sua confiança,
De querer se mostrar pronto pra uma batalha,
De sacudir a poeira e mexer no que acomodou,
De querer desistir e sair correndo,

Desejar ser parte disto e fazer acontecer.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Estação No. - A Lição

Quantas vezes nos esquecemos de manter a postura, o compromisso com a gente mesmo, nos deixando afogar pelos problemas e outras coisas que no fundo nem importam tanto assim, não é?

Hoje o cansaço me pegou. E reconheço que não fiz muito esforço contra ele. Me mantive o ensaio todo em pé, mas minha concentração não ficava ali.
Ia e voltava.
Ia... e mil anos depois voltava.
E eu só pensava em acabar.

E faltando pouco pro ensaio acabar,... o ensaio acabou ali mesmo.
E mais rápido que a alegria aliviante que eu obviamente ia sentir, veio a explicação. O Ne disse:

- Gente, vou acabar por aqui hoje, porque não está mais dando pra mim. Eu não estou mais conseguindo pensar. Estou virado da noite, não dormi fazendo trabalho.

Minha alegria estúpida não veio.
Me veio foi a vergonha.

Um tapa na cara.
Merecido e necessário.
E eu não vou mais esquecer disso.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estação No. - A Sua Dança

A sua dança não é oque você aprende numa aula.

A sua dança é o como você utiliza oque você aprendeu na aula.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Estação No. - A Palestra

Duas palestras no Iphan sobre a ferrovia.
Duas senhoras encantadoras, cada qual à sua maneira, explanando estudos e jogando luz sobre um assunto que mal conhecemos mas que facilmente tomamos como nosso, assim que ocorre um contato.

De tudo o que ouvi (e anotei) de Madalena Greco e Arisolete Weingartner, acho que consegui perceber o que era mais importante e não poderia esquecer.

O trem não está no passado.
A história da ferrovia não acabou quando ela deixou de operar.
Estações, trilhos, vagões, locomotivas, paisagens, chegadas e partidas; nada disso morreu.
Tudo isso, toda a memória está VIVA nas lembranças delas e de MILHARES de outras pessoas que escreveram suas próprias histórias de vida através do trem.

E ao mesmo tempo em que percebi a beleza que ali havia, percebi também o tamanho e o peso de uma responsabilidade que ia caber a mim. E senti medo.

Fiquei olhando cada pessoa na plateia, imaginando a história que estaria guardada atrás dos rostos. Um estranho medo de não agradar. Mas também uma nova fome de mais histórias, de mais vida para o meu fazer.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estação No. - Uma Velha História

Certa vez ouvi dizer uma coisa que nunca mais esqueci.

"Se você quer obter resultados diferentes, então precisa fazer diferente."

Sobre como cegos e automáticos, não fazemos outra coisa senão reclamar do destino, da vida, da sorte. Sem enxergar que apenas chegamos exatamente onde nossas decisões e atitudes nos levaram.

A culpa nunca é nossa.

Mas agora percebi que esta frase pode ter uma outra interpretação.
A de que 10, 20, 50 pessoas chegam ao mesmo resultado fazendo exatamente as mesmas coisas.

Mas quando este resultado não te satisfaz, quando na verdade, você deseja ir além dele, então você precisa fazer algo que ninguém está fazendo.
E abrir mão da facilidade de seguir na multidão para percorrer um caminho sozinho.

A velha história, de deixar o mais fácil e escolher sempre o caminho mais difícil.