Quantas vezes nos esquecemos de manter a postura, o compromisso com a gente mesmo, nos deixando afogar pelos problemas e outras coisas que no fundo nem importam tanto assim, não é?
Hoje o cansaço me pegou. E reconheço que não fiz muito esforço contra ele. Me mantive o ensaio todo em pé, mas minha concentração não ficava ali.
Ia e voltava.
Ia... e mil anos depois voltava.
E eu só pensava em acabar.
E faltando pouco pro ensaio acabar,... o ensaio acabou ali mesmo.
E mais rápido que a alegria aliviante que eu obviamente ia sentir, veio a explicação. O Ne disse:
- Gente, vou acabar por aqui hoje, porque não está mais dando pra mim. Eu não estou mais conseguindo pensar. Estou virado da noite, não dormi fazendo trabalho.
Minha alegria estúpida não veio.
Me veio foi a vergonha.
Um tapa na cara.
Merecido e necessário.
E eu não vou mais esquecer disso.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Estação No. - A Sua Dança
A sua dança não é oque você aprende numa aula.
A sua dança é o como você utiliza oque você aprendeu na aula.
A sua dança é o como você utiliza oque você aprendeu na aula.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Estação No. - A Palestra
Duas palestras no Iphan sobre a ferrovia.
Duas senhoras encantadoras, cada qual à sua maneira, explanando estudos e jogando luz sobre um assunto que mal conhecemos mas que facilmente tomamos como nosso, assim que ocorre um contato.
De tudo o que ouvi (e anotei) de Madalena Greco e Arisolete Weingartner, acho que consegui perceber o que era mais importante e não poderia esquecer.
O trem não está no passado.
A história da ferrovia não acabou quando ela deixou de operar.
Estações, trilhos, vagões, locomotivas, paisagens, chegadas e partidas; nada disso morreu.
Tudo isso, toda a memória está VIVA nas lembranças delas e de MILHARES de outras pessoas que escreveram suas próprias histórias de vida através do trem.
E ao mesmo tempo em que percebi a beleza que ali havia, percebi também o tamanho e o peso de uma responsabilidade que ia caber a mim. E senti medo.
Fiquei olhando cada pessoa na plateia, imaginando a história que estaria guardada atrás dos rostos. Um estranho medo de não agradar. Mas também uma nova fome de mais histórias, de mais vida para o meu fazer.
Duas senhoras encantadoras, cada qual à sua maneira, explanando estudos e jogando luz sobre um assunto que mal conhecemos mas que facilmente tomamos como nosso, assim que ocorre um contato.
De tudo o que ouvi (e anotei) de Madalena Greco e Arisolete Weingartner, acho que consegui perceber o que era mais importante e não poderia esquecer.
O trem não está no passado.
A história da ferrovia não acabou quando ela deixou de operar.
Estações, trilhos, vagões, locomotivas, paisagens, chegadas e partidas; nada disso morreu.
Tudo isso, toda a memória está VIVA nas lembranças delas e de MILHARES de outras pessoas que escreveram suas próprias histórias de vida através do trem.
E ao mesmo tempo em que percebi a beleza que ali havia, percebi também o tamanho e o peso de uma responsabilidade que ia caber a mim. E senti medo.
Fiquei olhando cada pessoa na plateia, imaginando a história que estaria guardada atrás dos rostos. Um estranho medo de não agradar. Mas também uma nova fome de mais histórias, de mais vida para o meu fazer.
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